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Como escolher seus bastões de trilha: o guia prático (por Mahira Braga)

  • Foto do escritor: Eric Akita
    Eric Akita
  • há 7 dias
  • 3 min de leitura

Para comprar um bastão para ser utilizado na corrida de trilha, o primeiro passo é escolher o material. Basicamente, temos três opções: alumínio, carbono e os naturais. Tem gente, como o Manuel Merillas (um dos maiores nomes do trail atual), que defende e usa o bastão de bambu. Ele argumenta que os bastões de marca são caros demais para o risco de quebrarem — e, de fato, eles podem quebrar.

Entre as opções tecnológicas, o carbono é o mais leve e, ao contrário do que muitos pensam, é bem resistente. A escolha aqui vai depender muito do quanto você está disposto a investir.


Por que o ‘Z-Pole’?

O modelo mais indicado para a corrida de montanha é o Z-Pole (bastão em Z). Ele é muito mais prático para abrir e fechar rapidamente no meio do treino e da prova. Outros modelos costumam usar mais material e são mais trabalhosos de manipular. "Dá para levar outros modelos?" Dá super! Se você está começando no trekking ou quer testar a montanha com o que tem à mão, pode usar o que encontrar. Muitas vezes, modelos diferentes também têm preços mais acessíveis para quem está começando.


Ajuste de altura: a regra dos 0,7


Como saber a altura certa? A conta básica é: 0,7 x sua altura (já calçando o tênis de trilha). Muita gente usa aquele padrão antigo de deixar o cotovelo em 90 graus, mas esquece de considerar a altura da entressola do tênis. Além disso, os 90 graus não são uma regra absoluta; às vezes, um ‘tiquinho’ para cima ajuda mais. Existe uma discussão sobre usar o bastão mais curto na subida e mais longo na descida, mas como isso é contraditório e varia de atleta para atleta, muitas marcas adotaram o padrão de 0,7 x altura como a medida ideal.


A praticidade da luvinha

No topo do mercado, temos a marca Leki. Os bastões deles são maravilhosos, especialmente pelo sistema de ‘luvinha’ Trigger Shark. É muito prático: você veste a luva e ela encaixa e desencaixa do bastão com um clique, facilitando demais a transição entre usar ou guardar o equipamento.

Aqui no Brasil, temos opções excelentes de marcas como a Kailash e a Expedition. Eu mesma já usei um da marca chinesa Aonijie que é muito bom; ele tem uma luvinha parecida, embora o sistema de encaixe seja diferente (o sistema Shark da Leki é patenteado). Novamente, a escolha vai depender do seu orçamento.



Outros formatos: fixo vs. telescópico

Existem ainda outros dois tipos comuns:

  • Fixo: Mais voltado para o esqui. Como o nome diz, ele não dobra. É como o bastão de bambu: o problema é que você não tem como guardá-lo na mochila ou no cinto durante uma descida técnica, por exemplo.

  • Telescópico: É aquele em que uma parte desliza para dentro da outra. Eles costumam ser mais pesados (pelo excesso de material sobreposto) e mais lentos para ajustar toda hora.


Aprenda na prática!

No próximo dia 14 de março, teremos a oportunidade de aprender tudo sobre esse material (e testar na prática!) durante o Corre Junto Oficinas Altiplano, em São Bento do Sapucaí. Nada substitui o ‘sentir’ do equipamento no terreno! Quer saber mais como será esse dia inteiro de treinamento de corrida de trilha na Serra da Mantiqueira? Clique no link abaixo. Se curtir a programação, garanta sua inscrição e a gente se vê lá!



Mahira Braga

(treinadora de corrida de trilha e ultramaratonista)

@mahirabraga Imagens: Alecio Cezar

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