100ª São Silvestre tem domínio africano, brasileiros no pódio e sumiço de camisetas
- Eric Akita
- 31 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Com 55 mil ‘convidados’, a Corrida Internacional de São Silvestre celebrou na manhã deste domingo (31), pelas ruas de São Paulo, a sua centésima dição. E quem fizeram a festa foram os corredores africanos, que venceram tanto no masculino quanto no feminino, reforçando uma hegemonia que já dura 15 anos. A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.
Na disputa entre os homens, o etíope Muse Giszachew protagonizou um ‘sprint’ incrível a menos de 100 metros da linha de chegada, ultrapassando o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong, e foi o grande vencedor com o tempo de 44m32s, apenas 4 segundos à frente do rival. O brasileiro Fábio Jesus Correia (Adidas) foi o terceiro colocado com a marca de
45m06s e o triatleta Miguel Hidalgo (Mizuno), uma surpresa na elite, foi o 11º colocado.
Entre as mulheres, a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga fez uma estreia dos sonhos na mais tradicional corrida de rua do Brasil. Ela liderou por toda a prova, abrindo logo uma boa vantagem sobre as outras corredoras da elite, e venceu com o tempo de 51m09s, com mais de 1 minuto de vantagem sobre a queniana Cynthia Chemweno. Núbia Oliveira (Asics) foi a melhor brasileira, conquistando a terceira colocação (52m42s).
Sumiço de camisetas causa tumulto na entrega dos kits
Cerca de 4 mil camisetas oficiais da São Silvestre foram extraviadas, gerando transtornos na entrega dos kits aos atletas na véspera da corrida. A organização da prova registrou um Boletim de Ocorrência e investiga o sumiço do material, que teria ocorrido durante o transporte. Para compensar os corredores prejudicados, a organização informou que os atletas que ficaram sem o item receberão as camisetas em casa, via correio, ao longo do mês de janeiro.
Imagens: Paulo Pinto/Agência Brasil






