top of page

Onde estou? Para onde vou? A aventura de estrear na corrida de orientação

há 6 dias
2 min de leitura

Em agosto, tive a oportunidade de participar, pela primeira vez, de uma prova de Corrida de Orientação na IV Etapa do COERJ 2026, disputada na cidade de Resende (RJ). E posso dizer, com toda a certeza, que foi uma experiência completamente diferente de todas as corridas a que eu já estava acostumada. Correr por trilhas e encarar longas distâncias já faz parte da minha rotina diária, mas, dessa vez, não bastava apenas focar no ritmo, na distância percorrida ou no pace. Era preciso interpretar o mapa com atenção, utilizar a bússola, analisar o terreno, escolher a melhor rota e encontrar cada ponto de controle espalhado pelo percurso. Ali, o lema que guiava cada passo era simples e direto: Onde estou? Para onde vou? E como eu vou?


Por ter recebido apenas uma breve instrução cerca de meia hora antes da largada, acabei cometendo um erro clássico de iniciante: fui correr usando short. Naquele momento, eu ainda não sabia da real necessidade de vestir calças compridas ou protetores de canela nessa modalidade. O resultado? Terminei a prova com alguns arranhões e várias picadas de inseto de lembrança. Com isso, fica a primeira grande dica para quem quer começar nessa modalidade: correr com a vestimenta adequada é fundamental para se proteger da vegetação fechada, encontrada principalmente quando decidimos cortar caminho pelas opções "mais curtas".



A prova em Resende, no fim das contas, acabou se tornando uma verdadeira e inesquecível aventura. Teve subida íngreme, descida técnica, mata fechada, terreno extremamente irregular e até mesmo travessia de rio com correnteza. Em vários momentos da disputa, o corpo pedia velocidade e intensidade, mas a mente exigia calma e discernimento. Tive que aprender na marra que a orientação exige muita paciência e estratégia. Era preciso diminuir o ritmo, observar o mapa detalhadamente e decidir com precisão: por onde eu vou agora?


Foi justamente esse aspecto estratégico que mais me encantou ao longo de todo o percurso. A corrida física continua sendo muito importante, mas a velocidade e a resistência sozinhas não resolvem nada aqui. Afinal, uma escolha errada de rota pode custar muito mais tempo do que alguns segundos a menos no quilômetro acumulado.


No final, terminei cansada, completamente molhada, com as pernas bastante arranhadas e consciente de que ainda tenho muita coisa para aprender na modalidade. Mas o saldo final não poderia ter sido melhor: conquistei o 1° lugar no pódio da minha categoria nessa etapa do COERJ e voltei para casa com aquela sensação maravilhosa de ter descoberto — e me apaixonado de vez por — uma modalidade completamente nova, intrigante e desafiadora: a corrida de orientação!


Ana Carolina Morais

Dentista e corredora de rua e de trilha

@moraisanacarolina




Imagens: Arquivo pessoal.

android-chrome-512x512_edited.png

©2023 CORRE JUNTO

  • Instagram
bottom of page