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Notícias da semana: recorde na Zegama-Aizkorri, amadores salvam atleta de elite com abraço coletivo e suco de picles do McDonald's contra cãibras

  • há 4 dias
  • 6 min de leitura

Zegama-Aizkorri 2026 tem quebra histórica de recorde e feito inédito

O último domingo (17) marcou o início da Golden Trail World Series (GTWS) de 2026 com a lendária e caótica maratona alpina de Zegama-Aizkorri, no País Basco, Espanha. Sob o calor da torcida que lotou as montanhas, a 25ª edição da prova entrou para a história do trail running com duas apresentações magistrais.


No pelotão feminino, a sueca Tove Alexandersson (Salomon) fez uma estreia avassaladora. Liderando de ponta a ponta, Alexandersson não apenas venceu, mas pulverizou o recorde anterior da prova (que pertencia a Nienke Brinkman desde 2022) por mais de oito minutos e meio, cruzando a linha de chegada com impressionantes 4h08min09s. A atleta local Malen Osa e a defensora do título Sara Alonso completaram o pódio em segundo e terceiro lugares, respectivamente.


Entre os homens, o marroquino Elhousine Elazzaoui (NNormal) defendeu seu título em Zegama de forma cirúrgica. Ao vencer com o tempo de 3h45min07s, após uma batalha técnica intensa na descida final contra o italiano Daniel Pattis, Elazzaoui alcançou um feito histórico: tornou-se o único atleta na história, além de seu companheiro de equipe Kilian Jornet, a vencer a prova basca duas vezes. O americano Taylor Stack completou o pódio masculino na terceira posição.


A temporada da GTWS não dá trégua e o circuito já se move no próximo domingo, 24 de maio, para a Ledro Sky Trentino, na Itália.




Corredores amadores formam "abraço coletivo" para salvar atleta de elite da hipotermia

A edição de 2026 da Transvulcania, em La Palma (Espanha), ficou marcada não apenas pela quebra de recordes históricos, mas também por um emocionante episódio de sobrevivência e solidariedade nas montanhas vulcânicas. O atleta de elite queniano Ephantus Mwangi sofreu um quadro severo de hipotermia em plena corrida e foi salvo graças à rápida intervenção de um grupo de corredores amadores.


O incidente ocorreu nas partes mais altas e expostas do percurso, onde as temperaturas despencaram drasticamente. Mwangi, que disputava as primeiras posições, começou a colapsar devido ao frio extremo, perdendo a capacidade de se mover ou manter o calor corporal. Ao perceberem a gravidade da situação e sabendo que a equipe médica da Cruz Vermelha levaria alguns minutos para acessar aquele ponto técnico da montanha, seis corredores amadores decidiram interromper suas próprias marcas para ajudar.


Sem agasalhos extras suficientes para conter o congelamento do atleta, o grupo tomou uma decisão crucial: formaram uma "piha" (um abraço coletivo apertado) ao redor de Mwangi, utilizando o próprio calor corporal para mantê-lo consciente e aquecido. O atleta relatou posteriormente que chegou a pensar que "ficaria ali", mas a ação dos amadores foi determinante para estabilizá-lo até a chegada do resgate oficial.




On bate recorde histórico de vendas e muda comando

A suíça On começou o ano de 2026 quebrando recordes. Pela primeira vez em sua história, a marca ultrapassou a barreira dos 800 milhões de francos suíços em faturamento em um único trimestre, alcançando a marca de CHF 831,9 milhões (cerca de 14,5% a mais que no mesmo período do ano passado).


Para o leitor entender o tamanho do sucesso atual da marca, vale destacar três pontos:

  • Explosão do vestuário e acessórios: A On não é mais só uma marca de tênis. As vendas de roupas (camisetas, shorts, jaquetas) cresceram impressionantes 45%, e os acessórios (meias, bonés) saltaram 70%.

  • Mais eficiente e lucrativa: O lucro líquido da empresa disparou 82%. A chamada "margem bruta" subiu para 64,2% — o que significa que, de cada 100 reais que a On arrecada vendendo um produto, sobram R$ 64,20 após pagar os custos diretos de fabricação. É uma margem altíssima para o setor.

  • A força da Ásia: Enquanto o mercado das Américas cresceu de forma mais tímida, a região Ásia-Pacífico foi o grande motor da marca, com um salto de 44% nas vendas.


Geograficamente, a região Ásia-Pacífico foi o grande motor desse trimestre para a On, com um salto de 44,4% nas vendas. Já o mercado das Américas avançou discretos 3,1%. No entanto, quando ajustado para "moeda constante" — um cálculo que os economistas usam para anular o efeito da variação do câmbio e entender o crescimento real das vendas —, o salto nas Américas foi de robustos 17,1%. O relatório também oficializou a volta dos fundadores David Allemann e Caspar Coppetti ao comando direto da empresa como co-CEOs, após a saída de Martin Hoffmann, que liderava a companhia há 13 anos.




McDonald's lança "suco de picles" para atletas na Nova Zelândia

Se você frequenta o universo das ultramaratonas ou do futebol de alto rendimento, provavelmente já ouviu falar (ou até já usou) o famoso pickle juice. Conhecida por ajudar no alívio quase instantâneo de cãibras musculares devido à sua alta concentração de sódio e eletrólitos, a salmoura do picles acaba de ganhar um garoto-propaganda de peso global: o McDonald’s.


A divisão da rede de fast-food na Nova Zelândia surpreendeu o mercado e o mundo esportivo ao lançar uma campanha inusitada em parceria com o clube Auckland FC. A marca passou a engarrafar o "McDonald’s Pickle Juice" utilizando a salmoura que sobra dos picles usados na cozinha dos restaurantes — um líquido que normalmente seria descartado, unindo a ação de marketing a uma estratégia de reaproveitamento de ingredientes.


A campanha, criada pela agência McCann New Zealand, começou distribuindo as garrafas para os jogadores profissionais do Auckland FC e, logo em seguida, foi expandida para equipes amadoras do país por meio de sorteios promocionais.




The North Face é eleita a segunda marca mais recomendada do Brasil

No universo da corrida de trilha, a escolha do equipamento vai muito além da estética: ela envolve segurança, resistência ao extremo e confiança cega na performance sob as condições mais severas do planeta. Não por acaso, essa cultura de lealdade profunda acaba de se refletir no mercado corporativo brasileiro.


Segundo a edição de 2026 do estudo NPS Benchmarking, realizada pelo Opinion Box e divulgada com exclusividade pela Meio & Mensagem nesta segunda-feira (18), a The North Face recuperou a segunda posição no ranking geral das marcas mais recomendadas do país.


O levantamento utiliza o Net Promoter Score (NPS), uma métrica global que avalia o nível de satisfação e a probabilidade de os consumidores indicarem uma empresa para amigos e familiares. Com uma pontuação impressionante de 86 pontos — ficando atrás apenas da gigante dos chocolates Lindt —, a The North Face consolida sua liderança isolada no segmento de roupas e calçados esportivos.




Conheça o Mount to Coast H1, o tênis que conquistou o pódio da Cocodona 250

Correr 250 milhas (cerca de 400 quilômetros) pelas montanhas do Arizona exige um equipamento capaz de suportar um castigo extremo. Na edição deste ano da brutal Cocodona 250, uma marca altamente tecnológica roubou os holofotes: o novíssimo Mount to Coast H1 foi a escolha de elite absoluta, calçando nada menos que três dos cinco atletas que subiram ao pódio geral da prova.


Focado em ultra-endurance e transições de asfalto para terra (road-to-trail), o H1 traz como grande trunfo a entressola CircleCELL™, uma espuma sustentável que entrega o amortecimento e o retorno de energia do famoso composto PEBA, mas com o dobro de durabilidade. Para o jargão das ultras, o modelo se destaca pelo sistema de amarração dupla TUNEDFIT™, que permite ajustar de forma independente o aperto na frente e no meio do pé à medida que ele incha, além de um cabedal reforçado com fibras de aramida, cinco vezes mais fortes que o aço.


Lá fora, o Mount to Coast H1 é comercializado pelo preço sugerido de US$ 160 (cerca de R$ 820,00 em conversão direta). Para os corredores brasileiros que já estão de olho na novidade para os seus próximos treinos longos e desafios de endurance, fica o aviso de sempre: o modelo não é vendido oficialmente no Brasil, estando disponível apenas via importação direta.




Proteção refletiva: Satisfy apresenta tecnologia para corrida em calor extremo

A Satisfy introduziu o tratamento têxtil Silver Foil, que consiste em uma camada metálica refletiva aplicada diretamente sobre o tecido. Desenvolvida para treinos longos em asfalto ou trilhas sem sombra, a tecnologia foi projetada para rebater os raios solares antes que o calor seja retido pelo material, auxiliando no controle da temperatura corporal do corredor.

O tratamento foi integrado a três itens da nova coleção: a camiseta MothTech™ T-Shirt, os shorts PeaceShell™ 5" Unlined Shorts e o colete de hidratação Justice™ Cordura® 5L Hydration Vest.


No mercado europeu, a camiseta é comercializada por 180 € (cerca de R$ 980,00 em conversão direta), os shorts por 290 € (aproximadamente R$ 1.580,00) e o colete por 340 € (cerca de R$ 1.850,00). Os produtos não são vendidos oficialmente no Brasil, estando disponíveis apenas via importação.




Texto: Eric Akita

Imagens: @zegamaaizkorri / Roberto Martinéz / Conrado Reis / McDonald’s / The North Face / Mount to Coast / Satisfy

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