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Como gerir o ritmo e o esforço em subidas sem detonar a musculatura? (por José Virginio de Morais)

6 de out.
2 min de leitura

Podemos dividir essa questão em vários momentos: com razão e emoção, e dentro e fora da prova.


Razão & Emoção


Uma coisa é fato: 1km com D+100m é igual para qualquer atleta. Treinado, não treinado, elite, amador ou aventureiro. O número não muda nunca: Distância vs. Desnível, dentro e fora da trilha.


Quando estamos diante de uma trilha que corta a montanha, sabemos onde ela está. Mas quando ela está coberta de vegetação ao lado, essa precisão perde 100% de clareza. O que está aos nossos olhos nem sempre será o que estará sob nossos pés momentos depois, seja na variação do terreno ou nos obstáculos. Dito isso, nem tudo que vemos é realmente o que vamos encontrar.


Agora vamos ao ponto que me fez te trazer até aqui: qual a forma de se deslocar nas trilhas, seja subindo ou descendo?


Cenário: Subindo


1km - D+100m por trilha com erosões e pedras soltas. É o trecho final, depois de 3h de esforço. No penúltimo trecho da prova, você está em disputa e quer entregar o melhor. E sabe que depois dele, terá só mais 500 m de descida simples até a chegada.


Emoção: Seja o melhor do MOMENTO, não o melhor do treino. O que você quer entregar não pode ser o que nunca fez em treino. Tentar fazer algo novo pode gerar uma grande surpresa, e nem sempre sabemos lidar com o novo.


Razão: A melhor forma de deslocamento sempre será a compatível com seu estado de espírito real e atual dentro daquele trecho. Seja eficiente na solicitação do gesto motor e dos grupos musculares.



Entenda: você tem dois grandes motores que podem ser solicitados, porém um com predominância por vez. Sua frequência cardíaca dita o ritmo das ações para um melhor equilíbrio, e as panturrilhas ditarão a velocidade que levará seu corpo para frente. Busque sempre o melhor sincronismo.


Usar todas as ferramentas de uma única vez pode transformar sua subida de 1km D+100m no dobro da distância.


O segredo do Rei é: Cada subida ou descida tem sua dinâmica, seu gesto motor, sua emoção, seu momento dentro da prova e sua hora de se emocionar. Subir: cansa e te coloca no seu devido lugar dentro do treino ou da prova.


Descer: O vento quebra no rosto, os tornozelos bambeiam, a velocidade aumenta. Mas quando não se tem expertise, ela pode machucar ou limitar e muito a velocidade no deslocamento. Falo mais sobre descida no próximo artigo. Ahua ahu ahu!


José Virginio de Morais

Atleta de corrida de trilha e montanha e sócio-treinador da JVM Trail Run

@virginiojvm / @jvmtrailrun Imagem: Alécio Cezar.


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