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Dicas Pro: correr de barriga cheia é prejudicial? Como blindar o calcâneo? Especialistas respondem!

  • 14 de ago.
  • 2 min de leitura

Correr de barriga um pouco cheia pode ser prejudicial? Qual o intervalo mínimo entre refeição e atividade? (dúvida de Alexandre Negreiros)


Sim, correr com o estômago cheio pode ser prejudicial se a refeição for grande ou com alimentos pesados, principalmente se a atividade for de intensidade moderada ou alta. Isso porque o corpo direciona boa parte do fluxo sanguíneo para o sistema digestivo podendo comprometer a digestão, trazer desconfortos gastrointestinais e refluxo gastroesofágico provocando uma queda no desempenho físico. Na nutrição esportiva, não existe um tempo exato que se deve esperar entre comer e treinar. Esse intervalo varia conforme o tipo de treino, o horário e a resposta do seu corpo. Um nutricionista pode ajustar tudo isso de forma personalizada, escolhendo o tipo e a quantidade certa de carboidrato (existem cálculos na nutrição esportiva para isso) para garantir energia e performance durante a atividade.


Glaucia Lippel

Nutricionista, gastróloga e triatleta amadora

@glaucialippel




Tendão do calcâneo: como blindar e recuperar? (pergunta de Gustavo ‘Pai na Trilha’)


Tendão do calcâneo: como blindar e recuperar? (pergunta de Gustavo ‘Pai na Trilha’)

A tendinopatia de Aquiles (tendão calcâneo) é uma das lesões mais frequentes tanto na corrida de rua quanto na trilha e em ultramaratonas. O tratamento mais atual e baseado nas melhores evidências científicas enfatiza o fortalecimento progressivo de panturrilha. Ou seja: carga progressiva que pode iniciar com exercícios isométricos até a pliometria. A ideia é devolver ao tendão a capacidade de gerar tensão e transmitir força de forma eficiente. Com o passar dos anos, as pesquisas têm nos mostrado que não há processo inflamatório na região (ou pelo menos não é o fator preponderante) e, sim, mudanças na estrutura das células de colágeno, neovascularização (formação de novos vasos) e neoinervação (formação de novos nervos). Acho importante destacar o que não se deve fazer, principalmente nas fases iniciais: evitar alongamento; realizar exercícios de fortalecimento que não ultrapassem a resposta de dor no nível 4 (escala de 0 – sem dor e 10 – dor insuportável) tanto no momento quanto 24 após sua execução; e repouso total. Em casos que não respondem bem ao tratamento da fisioterapia, pode-se associar terapia por ondas de choque. Utilizar tênis com drop mais alto ou mais amortecimento também auxilia no controle de sintomas. Lembrando que o mais importante são os exercícios terapêuticos!


Fernanda Rizzo

Fisioterapeuta especialista em ortopedia e esporte

@fernandarizzo.fisio



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